sábado, 28 de agosto de 2010

CAsino Light's 99



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Kaori Kobayashi DVD

1. SOLAR--8:12
2. BIRD ISLAND--6:41
3. LOVELY BLOSSOM--8:47
4. SMOKY--6:32
5. GRACE--5:27
6. SUNSET OCEAN--7:02
7. KIRA-KIRA--6:04
8. FREE--7:39
9. MOMENT OF LONELINESS--10:34
10. NOTHING'S GONNA CHANGE MY LOVE FOR YOU--7:07
11. ENERGY--7:47
12. SUNSHINE--7:20
13. SOLAR(Minor Version)--8:43
14. ANOTHER WAY (ENDING)--2:12

Related Artists:::

* Kaori Kobayashi : Alto Sax & Flute
* Kenji Hino : Electric Bass
* Kiyotsugu Amano : Electric Guitar
* Masanori Sasaji : Keyboards
* Shuichi Murakami : Drums

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009


Rogério Valente: equilíbrio entre a emoção, razão e técnica.

Nascido em Volta Redonda, desde cedo Rogério Valente dedicou-se à arte de tocar violão e guitarra. Foi autodidata até os dezenove anos, quando iniciou seus estudos técnicos e teóricos com Ciron Silva (do grupo de chorinho Veracruz), seu amigo e professor.Na Musiarte, no Rio de Janeiro, completou os cursos de harmonia funcional, improvisação e percepção musical, estudando com Isidoro Kutno e Orem Perlim. Na Faculdade Estácio de Sá (RJ), teve aulas com mestres como Nelson Faria, Aloísio Naves, Yuri Popof e outros. Também fazem parte de seu percurso, cursos de violão clássico e contemporâneo, workshops e palestras de músicos como Frank Gambale, Jonh Scofield, Victor Biglione, Guinga e outros nomes do cenário musical nacional e internacional.Atualmente, além de seu trabalho como músico, compositor e arranjador, dedica-se ao ensino no Instituto Musical Rogério Valente, escola que se destaca como fomentadora cultural notória na região há 12 anos, e onde Rogério ministra aulas de violão, guitarra, harmonia funcional, improvisação, teoria e percepção musical. No violão, Rogério explora afinações alternativas, onde encontra sonoridades que lhe proporcionam uma liberdade melódica, rítmica e harmônica. Enquanto guitarrista, suas influências circulam em torno de Mike Stern, Scott Henderson, Allan Holdsworth, além de Roben Ford e Eric Jonhson, entre outros.Como compositor e arranjador, Rogério busca no violão e na guitarra, seus instrumentos prediletos, um equilíbrio entre a emoção, razão e técnica. Apaixonado por Jazz, Blues, Rock, MPB e New age, faz em sua música uma fusão desses estilos. Como guitarrista, nos últimos anos atuou à frente na banda Sigmund Blues, sucesso em Volta Redonda. Paralelamente, em seu trabalho como compositor, apresentou-se com composições próprias no projeto R$1,99 no Teatro Gacemms, e mais recentemente no SESC/Barra Mansa, com o show “Onde o som me levar”. Esteve presente também nos projetos da Prefeitura de Volta Redonda, “Volta Redonda Canta Assim” e “Gacemms 50 anos”, entre outros. Nos últimos anos, esteve à frente da equipe do Instituto Musical em todas as edições dos Festivais de Intérpretes MPB do SESC/ Barra Mansa, além dos Festivais de Jazz/Blues desse mesmo SESC. Ainda em 2004, participou dos arranjos, composições e gravações do cd “Clara Luz”, financiado pelo Centro Espírita Irmã Clara, com fins exclusivamente filantrópicos. Esteve presente no trabalho conjunto com Heleno Louzada: os CDs Rom: Olhar Abstrato e Luz Natural, com belíssimas fotografias de Heleno e trilha sonora de Rogério. Há também o trabalho de Rogério com Eva Meszlenyi, o CD Vivendo Melhor, voltado para o relaxamento e prática do Tai chi chuan. No ano de 2005 Rogério capitaneou a equipe do Instituto Musical no show instrumental 10/1 (leia-se “dez por um”) no Teatro GACEMSS em Volta Redonda, além de finalizar o CD “O que se vê além da janela”, de composições próprias.Nos anos de 2005, 2007 e 2009 Rogério capitaneou a equipe do Instituto Musical nos shows do corpo docente, no Teatro GACEMSS em Volta Redonda. Em 2006 lançou o CD “O que se vê além da janela”, de composições próprias, sempre no estilo da música instrumental contemporânea, que mereceu menções das revistas Guitar Player e Cover Guitarra. Em novembro de 2008 trabalhou no lançamento do novo trabalho, “O Tempo Todo”.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

JAZZ DAQUI: Jimmy Jimmy & The JazzBreakers


A banda de ‘Jimmy Jimmy & The JazzBreakers’ possui em sua formação os músicos voltarredondenses Fabrício Santos, 24 (guitarra); Jr. Trakinas, 26 (sax); Bruno Salles, 27 (baterista) e Jeffin Rodegheri, 30 (baixo). Jeffin Rodegheri explica a origem do nome da banda, um tanto incomum. “Jimmy Jimmy é o nome do macaquinho de pelúcia que o Bruno sempre usa em cima do bumbo da bateria”, disse, acrescentando que o ‘The JazzBreakers’ é uma espécie de trocadilho com ‘Art Blakery & The JazzMensegers’ e ‘John Mayall & The BluesBreakers’, consagradas bandas de blues e jazz. De acordo com Jeffin, a banda teve início no segundo semestre de 2008, de forma bastante casual. Longe de ser uma banda ‘cover’ como tantas outras da cidade do aço, a ‘The JazzBreakers’ já possui composições próprias em seu repertório. “A gente toca de tudo que possa se encaixar bem no formato instrumental. Então, além dos temas famosos e tradicionais do jazz, fazemos versões de temas de desenhos animados, de músicas do Milton Nascimento, do Djavan e do Toninho Horta”, revela Jeffin, dando uma ideia de onde vem tanta criatividade musical. “Cada um dos integrantes da banda veio com uma formação musical diferente – do metal, do erudito, do rock. Então, nosso som tem realmente um pouco de tudo. Não somos uma banda de jazz que só ouvia jazz desde criança”, ressalta.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

DICAS DE RÁDIOS ON LINE

Onde você pode ouvir jazz enquanto navega. Aproveite!

Jazz
Este endereço faz parte do site Jazz Multiply, uma extensão do Guia de Jazz. Aqui, você encontra cerca de 600 músicas dos mais diversos jazzistas. Novas músicas são incluídas semanalmente. Para ouvi-las é preciso ser cadastrado no site Multiply.

Smooth Jazz Expressions
Comandada por Kerri D, a rádio não é exatamente uma rádio, apesar de estar no ar 24h. Todas as quintas-feiras, às 22h, Kerri apresenta ao vivo o programa After Hours. Além de ouví-la é possível vê-la em ação por meio de uma câmera. No restante da semana, é possível ouvir o melhor do smooth jazz.

Deezer
O site não propriamente uma rádio, mas um portal de música para você ouvir milhares de canções diretamente do site. Com tecnologia Web 2.0, você pode criar sua própria playlist e ainda pode selecionar álbuns preferidos para ouvir sempre que quiser. Há dezenas de discos de jazz.

Jazz 91 FM
A rádio canadense, situada em Ontário, é uma das principais rádios de jazz do país. Com uma programação voltada ao jazz tradicional e aos novos talentos, a 91 FM vem conquistando novos ouvintes nos últimos 10 anos. O site traz notícias, dicas de CDs e matérias sobre shows e artistas locais.

KFSR 90.7 FM
Localizada na cidade de Fresno, na Califórnia, a rádio universitária é sinônimo de boa música. Destaque para os programas Listen Here: The Jazz Review e Latin Jazz. No site você encontra muita informação e arquivos com dezenas de entrevistas para ouvir.

KKSF 103,7
Baseada em São Francisco, na Califórnia (EUA), a rádio tem uma das melhores programações quando o assunto é smooth jazz. Entre suas atrações estão músicos como Anita Baker, Fourplay e Rick Braun.

WFIT 89,5
Com uma programação variada, que inclui programas de blues e jazz, tradicional e contemporâneo, a rádio localizada na cidade de Melbourne, no estado da Flórida (EUA), vale ser escutada.

Bay Smooth Jazz 105,9
Para quem gosta de smooth jazz, a rádio norte-americana da Georgia é garantia de boa música. Entre suas atrações estão Sade, Jeff Golub, Kenny G e Richard Elliot.

WBGO 88.3
Considerada uma das mais populares rádios de jazz dos Estados Unidos, a emissora, de Nova Jersey, completou 25 anos em 2004. Com uma programação variada e muita informação, a WBGO toca jazz tradicional, com ênfase nos lançamentos. O site é completo, incluindo a relação das músicas, separadas por hora, que tocam na programação.

Lincoln Center
Lincoln Center de Nova York, considerado o mais importante local para se escutar e aprender sobre jazz. O visitante encontrará dezenas de programas pré-gravados. É só escolher um e boa audição.

KSDS FM 88.3
Rádio baseada em San Diego, Califórnia, toca desde o jazz tradicional até novos talentos do gênero. Página simples, com notícias e calendário com informações sobre os músicos.

KLON 88.1 FM
Rádio localizada em Long Beach, Califórnia. Toca jazz tradicional.

KUVO 89.3 FM
Rádio pública americana localizada na cidade de Denver, no Colorado. Além de jazz, toca música latina e blues.

WCLK 91.9 FM
Rádio de Atlanta, no estado da Georgia, EUA. Tem uma programação variada com vários estilos de jazz como latin jazz, swing e jazz tradicional.

Live 365
Mais um site que traz centenas de rádios divididas por gênero. É fácil navegar e tem várias opções em todos os estilos. Informam qual o tipo de conexão é mais adequada para ouvir cada uma delas.

KCLU 102.3 FM
Essa rádio se dedica exclusivamente ao chamado smooth jazz ou easy listening. A emissora pertence a uma universidade na cidade de Santa Bárbara, na Califórnia.

WGMC 90.1 FM
Essa rádio fica no estado de Nova York. Tem uma boa programação que toca os mais famosos jazzistas americanos.

Radio-Jazz
Rádio Suíça, com uma programação bem feita, baseada no jazz tradicional. Em francês.

Jazz24
A rádio localizada no estado de Washington (EUA) tem uma programação baseada no jazz tradicional. Durante a transmissão, é possível saber qual artista e canção está tocando e ver a capa do disco. O site ainda tem um blog com notícias e resenhas de shows e CDs.

WDNA 88.9 FM
Rádio de Miami, com uma programação baseada no jazz e na música latina. O site ainda traz notícias e dicas de lançamentos.

KPLU 88.5 FM
A rádio oferece além de jazz, world music, blues e clássico. Emissora de Parkland, Washington.

KXEZ 92.1 FM
Estação que fica na cidade de Dallas, Texas, especializada em big-bands, cantores e cantoras de jazz. Você vai ouvir muito Frank Sinatra, Bing Crosby, Benny Goodman, Louis Armstrong e Billie Holiday. Confira.

Swiss Jazz
Rádio suíça de jazz, blues e R&B. O site, em francês, ainda conta com informações e lista de músicas da programação.

KCSM 91.1 FM
Mais uma rádio universitária, mas essa tem na programação apenas o jazz tradicional de Chet Baker, Miles Davis, Joe Henderson, entre outros.

WKCR 89.9 FM
Rádio da Universidade de Columbia, na cidade de Nova York. Como fica na maior metrópole do mundo e tem um público exigente, a rádio tem uma das melhores programações de jazz.


http://www.accuradio.com/
Neste site você encontra rádios que tocam todos os estilos de jazz, como também outros estilos musicais


http://www.lastfm.com.br/
Aqui você pode criar sua rádio com suas músicas prediletas




Fonte:
http://www.sobresites.com/jazz/radios1.htm

LIVROS

Aqui está uma pequena lista de indicações de livros, caso você deseje se aprofundar neste tema fascinante.

Berendt, Joachim E. / Feather, Leonard e outros - História do jazz. São Paulo: Abril Cultural, 1981.
Berendt, Joachim E. - O jazz do rag ao rock. São Paulo: Perspectiva, 1975. (Coleção Debates, vol. 109)
Calado, Carlos - Jazz ao vivo. São Paulo: Perspectiva, 1989. (Coleção Debates, vol. 227)
Calado, Carlos - O jazz como espetáculo. São Paulo: Perspectiva, 1990. (Coleção Debates, vol. 236)
Collier, James L. - Jazz - A autêntica música americana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1995.
Cook, Richard / Morton, Brian - The Penguin Guide to Jazz on CD. 5a. edição. Londres: Penguin, 2000.
Erlich, Lillian - Jazz: Das raízes ao rock. São Paulo: Cultrix, 1977.
Francis, André - Jazz. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
Hobsbawm, Eric J. - História social do jazz. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
Holiday, Billie / William Dufty - Lady sings the blues: Uma autobiografia. São Paulo: Brasiliense, 1985.
Jones, LeRoi - O jazz e sua influência na cultura americana. Rio de Janeiro: Record, 1967.
Kirchner, Bill (ed.) - The Oxford Companion to Jazz. New York: Oxford University Press, 2000.
Muggiati, Roberto - New Jazz: De volta para o futuro. São Paulo: Editora 34, 1999.
Summerfield, Maurice J. - The Jazz Guitar - Its Evolution and Its Players. Ashley-Mark, 1980

HISTÓRIA DO JAZZ

Nascido do blues, das work songs dos trabalhadores negros norte-americanos, do negro spiritual protestante e do ragtime, o jazz passou por uma extraordinária sucessão de transformações no século XX. É notável como essa música se modificou tão profundamente durante um período de apenas um século.
O termo jazz começa a ser usado no final dos anos 10 e início dos anos 20, para descrever um tipo de música que surgia nessa época em New Orleans, Chicago e New York. Seus expoentes são considerados "oficialmente" os primeiros músicos de jazz: a Original Dixieland Jass Band do cornetista Nick LaRocca, o pianista Jelly Roll Morton (que se auto-denominava "criador do jazz"), o cornetista King Oliver com sua Original Creole Jazz Band, e o clarinetista e sax-sopranista Sidney Bechet. Em seguida, vamos encontrar em Chicago os trompetistas Louis Armstrong e Bix Beiderbecke, e em New York o histriônico pianista Fats Waller e o pioneiro bandleader Fletcher Henderson. Em 1930 o jazz já possui uma "massa crítica" considerável e já se acham consolidadas várias grandes orquestras, como as de Duke Ellington, Count Basie, Cab Calloway e Earl Hines.
A evolução histórica do jazz, assim como da literatura, das artes plásticas e da música clássica, segue um padrão de movimento pendular, com tendências que se alternam apontando em direções opostas. Em meados dos anos 30 surge o primeiro estilo maciçamente popular do jazz, o swing, dançante e palatável, que agradava imensamente às multidões durante a época da guerra. Em 1945 surge um estilo muito mais radical e que fazia menos concessões ao gosto popular, o bebop, que seria revisto, radicalizado e ampliado nos anos 50 com o hard bop. Em resposta à agressividade do bebop e do hard bop, aparece nos anos 50 o cool jazz, com uma proposta intelectualizada que está para o jazz assim como a música de câmara está para a música erudita.
O cool e o bop dominam a década de 50, até a chegada do free jazz, dando voz às perplexidades e incertezas dos anos 60. No final dos anos 60, acontece a inevitável fusão do jazz com o rock, resultando primeiro em obras inovadoras e vigorosas, e posteriormente em pastiches produzidos em série e de gosto duvidoso. Hoje existe espaço para cultivar todos os gêneros de jazz, desde o dixieland até o experimentalismo free, desde os velhos e sempre amados standards até as mais ambiciosas composições originais para grandes formações. Mas qual seria o estilo de jazz próprio dos dias de hoje? Talvez o jazz feito com instrumentos eletrônicos - samplers e sequenciadores - num cruzamento com o tecno e o drum´n´bass. Se esse jazz possui a consistência para não se dissolver como tantos outros modismos, só o tempo dirá.


ELEMENTOS DO JAZZ

Muito já se escreveu sobre a dificuldade de se definir o jazz. Uma corrente de pensamento afirma que o jazz não é o que se toca, mas sim como se toca. De qualquer modo, pode-se afirmar com certa confiança que dois elementos são absolutamente necessários numa performance de jazz: o swing e a improvisação.
Nenhuma apresentação ou gravação de jazz está completa se não contiver algum trecho improvisado. Uma peça de jazz 100% escrita e fixada na partitura é uma contradição - o que, diga-se de passagem, indica que peças como a "Suíte para Flauta e Piano de Jazz", de Claude Bolling, embora muito agradáveis de se ouvir, não são propriamente jazz. Fazer jazz significa assumir um risco - o risco de se confrontar com o silêncio e preenchê-lo com um discurso inédito e próprio, o risco de ser um "compositor instantâneo", como dizia Charles Mingus.
O conceito de improvisação, em si, não apresenta grandes dificuldades para ser entendido, embora exija anos e anos de dedicação para ser posto em prática. Trata-se de tecer - em tempo real, no exato momento em que se está tocando - variações em torno de algo que serve de base: a linha de uma canção que serve de tema, uma sequência de acordes, alguns intervalos melódicos, uma tonalidade.
As variações têm uma longa tradição na música clássica ocidental: grandes compositores escreveram ciclos de variações, explorando até o limite o potencial de seus temas. Na Renascença já era habitual tomar como tema uma canção popular e fazer variações sobre ela. Isto era chamado na Inglaterra de divisions on grounds e na Espanha de diferencias sobre bajos ostinados. Os instrumentistas, que freqüentemente eram também compositores, competiam entre si, cada um tentando sobrepujar os rivais em virtuosismo e engenhosidade.
Assim como as variações, a improvisação não é uma invenção moderna. Bach era um improvisador de mão-cheia (e improvisava fugas, sendo que a fuga é a forma mais estruturada e complexa de toda a música!). Se Bach tivesse nascido no século XX, sem dúvida seria um jazzman... Na Renascença já havia o costume de se apresentar peças de caráter improvisatório e de forma totalmente livre, denominadas fancies (em inglês) ou fantasias (em espanhol), nas quais o executante dava largas à sua imaginação. Muitas dessas fantasias e coleções de variações foram registradas em partitura, e assim podemos reviver e apreciar, depois de séculos, ainda que sem a espontaneidade do momento, as "jam sessions" de outrora.
Definir o swing é algo muito mais difícil. Trata-se de algo que engloba o fraseado, o ritmo, o ataque das notas. O swing não se escreve numa partitura, por mais detalhada e precisa que seja a sua notação. A definição dada por André Francis, em seu livro Jazz, é bastante interessante: "tocar com swing, swingar, significa trazer à execução de uma peça um certo estado rítmico que determine a sobreposição de uma tensão e de um relaxamento". Esta é a dialética do swing, por assim dizer: dar flexibilidade a um ritmo, dar "balanço" a uma frase, e contudo manter a precisão, preservar o foco da música, evitando que ela perca o caráter incisivo.
Podemos usar uma analogia sugerida por Charles Mingus para caracterizar o swing: vamos partir de uma música na qual os tempos estão precisamente definidos. Em seguida delimitamos um "halo", uma pequena região ao redor da posição original de cada nota: a nota, agora, pode cair em qualquer ponto dessa região, a critério do executante. A música como um todo, portanto, oscila caprichosamente dentro dessas regiões de "incerteza". É importante que o âmbito dessas pequenas regiões não ultrapasse aquele ponto no qual o ritmo deixa de ser swingado para se tornar impreciso. Como se determina esse ponto? Os bons músicos de jazz têm uma intuição desenvolvida a tal ponto que mantêm esse jogo de precisão e imprecisão perfeitamente sob controle, o tempo todo - e o resultado, todos nós conhecemos: o deleite de escutar uma interpretação cheia de swing.

Fonte: http://www.ejazz.com.br/

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